quinta-feira, 16 de setembro de 2010

moleton azul



Não abro meu coração, que é o que me mantém viva. Não compartilho meus pensamentos, meus sonhos, minhas idéias, minhas fantasias. Até penso em te encontrar daqui a 10 anos, casado e com um bebê no colo. Será que você ainda vai ter aquele moletom azul surrado de que eu gosto tanto? Eu dormi com ele todas as noites da semana, fingindo que era você. O moletom não falava, não me dava carinho, mas também não roncava e não pedia para ir embora. Será que você entenderia minhas loucuras, minhas fraquezas, minhas noites de insônia? Aquele garoto que queria mudar o mundo estava agora com o poder nas mãos. Meu mundo jamais seria o mesmo com você ao meu lado. E sem você ele perderia o sentido. Eu não queria uma ideologia, só queria sua presença. Solidão que nada.

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